Cresce demanda por segurança
digital
Panorama Brasil
(Yahoo! Notícias)
Pequenas empresas brasileiras que atuam no
segmento de segurança da informação estimam
aumentar suas receitas este ano. A BRconnection prevê
crescer 50% com a venda de software que impede a entrada de
hackers na rede e permite gerenciar o acesso dos usuários.
A Aker Security Solutions espera crescer 40% e a G&P Projetos
e Sistemas estima que a divisão "segurança
da informação" triplique sua participação
na receita da empresa.
Conforme dados da empresa norte-americana Mi2g Limeted , 76%
dos ataques de hackers no mundo em 2003 - o equivalente 95
mil - vieram do Brasil, número que lhe confere a 1ª
posição em invasores de rede. A 2ª posição
é da Turquia, com quase 15 mil ataques, e a 3ª
dos Estados Unidos (EUA) com cerca de três mil. Em ataques
sofridos, o Brasil ocupa a 2ª posição,
com mais de 14 mil, atrás dos EUA que sofreram quase
72 mil ataques no último ano. Os hackers causaram nos
EUA em 2003 perdas de US$ 201,7 mi, conforme dados da Computer
Security Institute (CSI) .
No Brasil, o mercado de software gira US$ 1,7 bi, de acordo
com dados da International Data Corporation (IDC) .
Marcelo Negrão, diretor da BRconnection , diz que a
empresa tem crescido nos últimos anos, chegando a apresentar
um aumento de 100% no faturamento de 2001 para 2002 e de 35%
em 2003, quando faturou R$ 4 mi. Negrão conta que os
investimentos da empresa em 2003 foram de R$ 500 mil, contra
R$ 150 mil em 2002. Em 2004 a empresa deve manter os investimentos
de 2003. A BRconnection exporta desde o ano passado para Portugal
e Colômbia. Este ano, a empresa passa a exportar para
a Espanha. Negrão prevê que as exportações
representarão 20% da receita em 2004.
O diretor da BRconnection diz que o maior problema enfrentado
pelas empresas é o tempo de trabalho gasto por seus
funcionários na Internet, dedicando-se a atividades
pessoais e não da empresa. "A maior preocupação
dos empresários é a queda na produção
ocasionada por isso", informa. A BRconnection desenvolve
software que gerencia o acesso à Internet e reduz o
risco de contaminação e invasões.
Rodrigo Ormonde, diretor de tecnologia da Aker, afirma que
entre os seus clientes a maior preocupação é
com as invasões e com os vírus. A empresa de
Brasília mostra crescimento nos últimos quatro
anos, período em que inaugurou filiais pelo País.
Ormonde diz que a Aker dobrou o faturamento de 2000 para 2001,
triplicou em 2002 e no último ano cresceu mais 35%,
com receita de R$ 10 mi e média de vendas ao mês
entre 150 e 200 produtos. Para 2004, conta Ormonde, a expectativa
é crescer 40%.
Ormonde conta que os investimentos da empresa em 2003 foram
de R$ 1 mi, valor que deve ser mantido esse ano. As exportações
da Arker, iniciadas em 1999, para a Rússia, devem crescer
em 2004. Da participação de 4% na receita em
2003, passar a 5% este ano e chegar a 10% em 2005. A empresa
hoje exporta para a Polônia, Portugal, Chile, Argentina
e Peru. "O mercado de segurança da informação
no mundo tende a crescer cerca de 19% ao ano por um bom tempo",
informa. A empresa produz softwares e soluções
completas (software e hardware) só para o mercado de
segurança da informação.
Já a G&P produz softwares e presta consultoria
em 15 áreas. A empresa começou a atuar em segurança
da informação há um ano, quando incorporou
a DigiSign , empresa do ramo. Carlos Viceconti, diretor de
gestão de segurança da informação
da G&P, diz que a participação do setor
na receita da empresa ainda é pequena, cerca de 5%.
Para 2004, a estimativa é crescer 15%. A empresa investiu
em 2003 R$ 500 mil no setor. Este ano deve investir R$ 1,5
mi.
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